O Ministério Público de Goiás abriu um inquérito civil nesta segunda-feira (31) para investigar se o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e a primeira-dama Regina Nunes (MDB), que também é candidata a deputada estadual, teriam cometido improbidade administrativa ao desviarem a função de um servidor municipal. A decisão foi tomada com base em uma reportagem da Folha, que revelou que um servidor comissionado estava atuando como “videomaker” durante a pré-campanha de Regina, mesmo em horário de expediente.
Segundo a investigação, Breno de Souza Santos, que foi nomeado assessor na Secretaria Municipal de Direitos Humanos em julho de 2025, estava gravando vídeos para as redes sociais da primeira-dama. A prefeitura se defendeu afirmando que Breno estava cumprindo suas funções. No entanto, a reportagem acompanhou sua rotina e constatou que ele acompanhava Regina em compromissos ao longo do dia. Breno foi exonerado no dia 13 de maio, logo após a Folha ter questionado a prefeitura sobre o caso. Além disso, a secretária da pasta, Regina Célia Santana, também é investigada.
O inquérito vai analisar se houve uso inadequado da estrutura e recursos da prefeitura para fins pessoais. O promotor Paulo Destro destacou na portaria que a investigação irá verificar a utilização de bens, equipamentos e outros recursos públicos em atividades que beneficiem interesses particulares. Ele também solicitou que Nunes esclareça, em até 30 dias, se tinha conhecimento sobre o suposto desvio de função de Breno e os motivos que levaram à sua exoneração. A lei de improbidade administrativa prevê sanções severas, incluindo perda de bens e função pública.
Para acompanhar o andamento do inquérito e outras questões relacionadas, os cidadãos podem acessar documentos e informações através dos canais oficiais do Ministério Público de Goiás. A transparência e a fiscalização são fundamentais para garantir a integridade das administrações públicas.