O ministro André Mendonça, do STF, solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre mensagens da Polícia Federal que envolvem Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Nas mensagens, Vorcaro pede apoio de “Andrei e Paulo”, fazendo referência a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, o procurador-geral da República. A PF investiga o caso e suspeita que o interlocutor das mensagens seja o ministro Alexandre de Moraes. A informação foi inicialmente divulgada pelo site Metrópoles e confirmada pela Folha.
As mensagens analisadas pela PF datam de 30 de outubro do ano passado, e Vorcaro foi preso em 17 de novembro, quando tentava embarcar para o exterior. No dia seguinte, o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central. Em um dos diálogos, Vorcaro menciona que tinha investido R$ 800 milhões no banco e que mais R$ 400 milhões estariam a caminho. Ele também expressou preocupação com pressões que o Banco Central estaria enfrentando, supostamente relacionadas à sua situação. Além disso, Vorcaro sugeriu que a operação contra ele poderia ser adiada para evitar a quebra do banco.
O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, afirmou que a contratação para serviços ao Banco Master foi realizada após verificar a ausência de impedimentos legais. O contrato, que previa R$ 129 milhões em três anos, foi mantido até a liquidação do banco em novembro de 2025. Para quem deseja acompanhar o desenrolar dessa situação, as sessões do STF são transmitidas ao vivo, e documentos podem ser acessados diretamente nos canais oficiais da corte. A PGR tem cinco dias para se manifestar sobre as mensagens, e a investigação segue em andamento.