Três meses após a revelação de que o filme “Dark Horse” recebeu financiamento de Daniel Vorcaro, do Master, ainda não foram apresentados nem a prestação de contas do longa nem o contrato relacionado ao investimento. Durante a pré-campanha presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) confirmou o recebimento de dinheiro de Vorcaro para o projeto, que narra a história de seu pai, mas não divulgou os detalhes financeiros. Sua assessoria afirmou que a responsabilidade pela prestação de contas é da produtora Go Up. Em uma entrevista à Globo, Flávio afirmou que a relação com o ex-banqueiro está “mais que esclarecida”, embora tenha mencionado que já apresentou um laudo pericial sobre as contas, o qual, segundo críticos, não detalha informações essenciais sobre os gastos.
O laudo, solicitado por Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up, identificou um custo total de produção de aproximadamente R$ 75 milhões, sendo a maior parte coberta por repasses da Go Up Entertainment LLC, registrada nos EUA. A perícia não encontrou evidências de recursos públicos ou patrocínios, mas as informações sobre os fornecedores e a compatibilidade dos preços com o mercado cinematográfico não foram esclarecidas. A produtora havia prometido contratar uma auditoria internacional para revisar as finanças, mas isso não ocorreu. O perito responsável pelo laudo reconheceu que o documento apresenta lacunas e não responde a todas as questões sobre o uso do dinheiro.
Para quem quiser acompanhar o desenrolar desse caso, as sessões e os documentos relacionados podem ser acessados por meio dos sites oficiais dos órgãos envolvidos. A tramitação desse assunto ainda está em aberto, com investigações em andamento e a possibilidade de audiências públicas para discutir a situação. A situação segue sob fiscalização das autoridades, e novos desdobramentos são esperados nos próximos meses.