A Polícia Federal (PF) está investigando uma suposta tentativa de venda de kits de teste para dengue ao Ministério da Saúde por parte da lobista Roberta Luchsinger. As informações surgiram a partir de conversas dela com Marco Aurélio Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, em um período que abrangeu o final de 2024 e o início de 2025. Durante esse tempo, Roberta pagou cerca de R$ 217 mil em despesas pessoais de Marcola, levantando suspeitas de tráfico de influência e corrupção.
Os diálogos entre Roberta e Marcola revelam que ela buscava agilidade na compra dos testes e tentava fazer uma ponte com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger do Nascimento Barbosa. Nenhum dos contratos discutidos foi efetivado. A defesa de Marcola nega qualquer tipo de envolvimento em negociações ou documentos referentes a compras no Ministério e critica o vazamento de partes do inquérito.
Além disso, a PF investiga a relação entre Roberta e Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que estaria buscando apoio financeiro. Roberta também teria contado com a ajuda de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, para tentar fechar os negócios. A defesa de Lulinha declara que ele não tem conhecimento das mensagens mencionadas e nega qualquer intervenção em favor de Antunes.
A investigação se intensificou após o início da Operação Sem Desconto, que apura desvios de benefícios de aposentados e pensionistas. A PF continua a analisar as interações entre Roberta e Antunes, destacando que as negociações sobre canabidiol e testes de dengue permaneceram em pauta mesmo após a operação. Para quem quiser acompanhar o desenrolar desse caso, é possível acessar informações sobre as investigações e desdobramentos através dos canais oficiais da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal.