O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, entrou na Justiça para remover um vídeo do senador Flávio Bolsonaro (PL) que o associa a suspeitas de desvio de recursos do INSS. A ação foi protocolada na terça-feira (18) e Lulinha argumenta que o vídeo, criado com inteligência artificial, veicula informações falsas e tem um caráter difamatório. No material, Flávio é mostrado pilotando uma aeronave em uma missão fictícia para localizar Lulinha, que é chamado de “suspeito de ter roubado milhões de idosos”.
Na mesma data, Lulinha também processou outro candidato à presidência, Romeu Zema (Novo), solicitando a remoção de um vídeo semelhante que o retrata em uma plantação de maconha. O pedido contra Zema foi negado pelo juiz Marcelo Augusto Oliveira, que considerou o vídeo uma forma de sátira e crítica. Lulinha, que já é alvo de três inquéritos no STF sobre tráfico de influência, defende que a utilização de sua relação familiar não justifica a veiculação de informações sem provas.
Para quem quiser acompanhar o andamento desses casos, é possível acessar informações através dos canais oficiais da Justiça. As sessões podem ser acompanhadas online e há canais de denúncia disponíveis para reportar conteúdos que possam ser considerados ofensivos ou ilegais. A tramitação dos processos segue na Justiça de São Paulo, e os próximos passos incluem a avaliação dos pedidos de Lulinha e possíveis audiências públicas.
Lulinha destaca que não há qualquer investigação ou acusação formal contra ele em relação aos crimes citados e que sua condição de filho de um presidente não o torna um agente público. Ele busca não apenas a retirada dos vídeos, mas também uma indenização por danos morais, totalizando R$ 10 mil. A expectativa é de que a Justiça se pronuncie em breve sobre os pedidos feitos.