No dia 29 de julho, servidores do INSS relataram ter sido vítimas de um ataque hacker, após uma invasão ao sistema do órgão. Segundo informações de pelo menos seis funcionários, o invasor se passou por um técnico para acessar o sistema de suporte e conseguir resolver problemas nos computadores. Entretanto, o INSS negou essas alegações e afirmou não ter identificado qualquer invasão em seus sistemas.
A coluna teve acesso a quatro conversas entre o suposto hacker e os servidores, onde ele mencionava um chamado em aberto e a necessidade de fazer uma assinatura do certificado digital. Como os funcionários estavam enfrentando problemas reais nas máquinas, acabaram liberando o acesso. Estima-se que, nesse ataque, ao menos 98 certificados digitais de servidores tenham sido clonados. Um dos servidores de São Paulo informou que sua matrícula foi utilizada para alterar 700 benefícios do INSS, incluindo reativações e mudanças de dados cadastrais.
Após o ataque, no dia 31 de julho, o INSS emitiu uma circular suspendendo qualquer contato de suporte via WhatsApp, e, no dia 12 de agosto, anunciou o bloqueio da comunicação por WhatsApp e Telegram em todo o ambiente interno. Apenas o aplicativo Teams foi autorizado para comunicação. A medida gerou confusão e críticas entre os servidores, e logo uma nova circular foi emitida, suspendendo o bloqueio das ferramentas. O INSS afirmou que as circulares foram ações preventivas, destacando o aumento de tentativas de fraudes eletrônicas.
Os servidores podem acompanhar as atualizações e orientações sobre segurança da informação através dos comunicados oficiais do INSS. Para denúncias, o órgão sugere que sejam feitas por meio dos canais oficiais, evitando a utilização de plataformas não autorizadas. As próximas ações incluem a continuidade da fiscalização e a implementação de novas medidas de segurança para proteger os dados dos servidores e do instituto.