Recentemente, o Clube Atlético Juventus, tradicional equipe da Mooca em São Paulo, se viu envolvido em uma investigação da Polícia Civil. A apuração se refere a suspeitas de intimidações e desvio de recursos, especialmente ligadas à criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube, que recebeu investimentos de cerca de meio bilhão de reais. A informação foi inicialmente divulgada pelo GE e confirmada pela Folha de S.Paulo.
De acordo com a Polícia Civil, existe a suspeita de que parte do dinheiro gerado pela venda da SAF tenha sido desviado para contas pessoais do presidente do Juventus, Tadeu Deradeli, e do presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Eduardo Gomes Pedroso. A investigação está sendo conduzida pela 3ª Delegacia da Divisão de Combate à Lavagem de Dinheiro, e várias diligências já foram realizadas para identificar as empresas que realizaram os repasses. A polícia também está rastreando a movimentação financeira para entender melhor como os recursos entraram no clube.
O Juventus, em nota, se posicionou sobre a situação, afirmando que não comentará o mérito das questões em sigilo e que as questões pessoais de seus associados não devem refletir na atuação institucional do clube. Além disso, a investigação inclui alegações de que Pedroso teria usado sua posição como policial para intimidar adversários no clube, colocando uma arma sobre a mesa durante discussões. Ele, por sua vez, defende que as denúncias são retaliatórias, vindas de conselheiros afastados por supostas irregularidades.
Os próximos passos incluem a coleta de depoimentos de envolvidos e a análise de contratos, como o de estacionamento, que também está sendo investigado. A Polícia Civil visa esclarecer as denúncias e separar as questões políticas internas da apuração criminal, enquanto o Juventus mantém sua posição de transparência e responsabilidade.