Na noite do dia 11 de outubro, o motorista de Fernando Haddad, Alessandro Caseri, foi abordado por policiais militares enquanto transportava o candidato em São Paulo. No depoimento dado à Polícia Civil nesta segunda-feira (17), Caseri afirmou que não pretende acusar os policiais de abuso de poder, apesar de sua versão contradizer o que foi informado pela Secretaria de Segurança Pública e pelo governador Tarcísio de Freitas. Ambos alegaram que não houve abordagem, baseando-se em registros de viaturas e imagens de câmeras.
Durante o depoimento, Caseri descreveu três momentos distintos de interação com a polícia. Na primeira ocasião, enquanto ainda estava com Haddad, afirmou que os policiais passaram com um “canhão de luz” direcionado ao veículo. Após deixar o candidato em casa, ele relatou que uma viatura se aproximou na avenida Moreira Guimarães e olhou fixamente para seu carro. Por fim, perto de um hotel na rua Joinville, o motorista disse que uma viatura o ultrapassou e um policial fez um gesto que ele interpretou como uma ordem para que ele saísse do local.
Caseri também mencionou que, durante a abordagem, enviou uma mensagem pelo WhatsApp para Laio Moraes, ex-assessor de Haddad e suplente da candidata ao Senado, Simone Tebet. Moraes o orientou a entrar em contato com o advogado da campanha, Helio Silveira. No depoimento, Caseri destacou que não tem vínculos políticos com Haddad e que não pretende acusar os policiais de nenhum crime ou abuso.
Para quem quiser acompanhar mais sobre o caso, é possível acessar informações sobre as investigações no site da Polícia Civil. Além disso, denúncias podem ser feitas através dos canais oficiais da instituição. O próximo passo na apuração do caso deve incluir a análise das imagens de câmeras e a coleta de mais depoimentos.