O deputado distrital Roosevelt Vilela, do PL, acionou a Justiça Eleitoral para contestar o número 22.222, que foi atribuído ao candidato Eduardo Torres, também do PL e irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O número é visto como estratégico, pois repete o código do partido e o do candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro. Roosevelt argumenta que a preferência por números deve ser dada a quem já possui mandato, enquanto a defesa de Torres afirma que essa prioridade só se aplica se o deputado já usou o número anteriormente, o que não é o caso de Vilela.
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) decidiu, em uma liminar, manter o número com Torres, negando o pedido de Roosevelt. O deputado foi contatado, mas optou por não comentar a situação. Aliados de Torres afirmam que essa decisão corrige uma injustiça de quatro anos atrás, quando o número foi dado ao deputado Daniel Donizet, hoje no MDB, e que acabou não se reelejendo. Na última eleição, Torres usou o número 22.777 e não conseguiu se eleger. Segundo membros do PL, em 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro havia determinado que o número 22.222 fosse para Torres, mas a ordem não foi cumprida por conta de desentendimentos internos no partido, especialmente em relação ao apoio à senadora Damares Alves.
Para quem quiser acompanhar a tramitação desse caso ou as próximas sessões do TRE-DF, os documentos e informações estão disponíveis no site do tribunal, onde também é possível fazer denúncias. O andamento deste processo poderá influenciar a dinâmica das candidaturas nas próximas eleições, e novas audiências públicas podem ser agendadas a qualquer momento.