Falta de Mão de Obra Ameaça Colapso da Infraestrutura no Brasil – 13/08/2026
- agosto 15, 2026
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Entidades da infraestrutura estão preocupadas com a falta de mão de obra no setor, que pode levar a um colapso. O alerta foi feito durante uma reunião com
Entidades da infraestrutura estão preocupadas com a falta de mão de obra no setor, que pode levar a um colapso. O alerta foi feito durante uma reunião com

Entidades da infraestrutura estão preocupadas com a falta de mão de obra no setor, que pode levar a um colapso. O alerta foi feito durante uma reunião com o ministro da Educação, Leonardo Barchini, pela Aneor (Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias e de Infraestrutura de Transportes) e pelo Sinicon (Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada-Infraestrutura). Apesar de reconhecerem que o setor está recebendo mais investimentos, eles destacaram a escassez de profissionais qualificados. Um estudo do Sinicon revelou que há um déficit de 75 mil engenheiros atualmente, e esse número pode chegar a 500 mil até 2030.
O estudo também aponta que o país está operando abaixo do seu potencial produtivo, em parte pela falta de trabalhadores com formação técnica adequada. Marcelo Gentil, do Sinicon, comentou que o documento apresentado ao ministro sugere uma aproximação maior entre as instituições de ensino e o setor produtivo, além de melhorias na formação técnica. As entidades solicitaram ações concretas do governo federal para evitar que o sistema entre em colapso, já que a falta de mão de obra qualificada tem elevado os custos e comprometido a qualidade das obras, prejudicando a entrega de programas importantes.
Para chamar a atenção do governo, foi entregue um documento chamado “Pacto pelo Brasil”, assinado por 11 entidades, que propõe ações imediatas para elevar o estoque de infraestrutura ao padrão global de 60% do PIB. Algumas das medidas incluem a revisão dos currículos de engenharia e o estímulo à permanência dos alunos nos cursos, que já enfrentam uma queda de 30% nas matrículas nos últimos anos. O ministro reconheceu o problema e afirmou que o presidente Lula está ciente da situação, mas, por enquanto, não há soluções definidas. Para acompanhar mais sobre essa questão, é possível acessar documentos relevantes e acompanhar as reuniões do ministério.