A Polícia Federal revelou que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) teve várias conversas com o ministro do STJ, Humberto Martins, enquanto Martins relatava uma investigação sobre um homicídio em São Luís. A suspeita é que Weverton tenha tentado interferir no inquérito, que investiga se o assassinato está ligado a uma cobrança de propina por Daniel Brandão, atual presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão e sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB), que também é investigado por suposta liderança de uma organização criminosa relacionada ao caso. A PF destacou que havia um critério estabelecido para selecionar empresas que receberiam pagamentos indevidos com recursos públicos.
O caso agora está sob análise do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, após a PF encontrar mensagens e ligações entre Weverton e Martins. O senador, que gravou um material de campanha com o presidente Lula (PT) no mesmo dia em que as informações foram divulgadas, afirmou que não discutiu a investigação com Lula e considera as acusações uma “forçação de barra”. Questionado sobre o papel de Dino no caso, Weverton disse que isso é uma decisão pessoal do magistrado. Martins, por sua vez, não está formalmente investigado e preferiu não comentar, já que o processo está sob sigilo.
A situação gerou um debate intenso no cenário político do Maranhão, especialmente entre os grupos ligados a Dino e seus opositores. O governador Carlos Brandão se manifestou, afirmando que o STF não tem competência para julgar casos de governadores, que têm foro no STJ. Brandão também expressou surpresa com a quebra de sigilo dos processos. O caso, que envolve um assassinato ocorrido em 2022, agora pode impactar a corrida eleitoral no estado, com novos desdobramentos previstos. Para quem está acompanhando, é possível acompanhar as sessões do STF e acessar documentos relacionados ao caso nos canais oficiais da justiça.