A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro está questionando candidaturas de pessoas com parentesco direto com acusados de envolvimento em atividades criminosas, alegando que esses “herdeiros” se aproveitam da estrutura montada pelos padrinhos políticos. Até agora, duas impugnações foram apresentadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), envolvendo João Drumond, neto do bicheiro Luizinho Drumond, e Junior da Lucinha, filho da deputada Lucinha, que é acusada de ter vínculos com milícias. Ambos tentam uma vaga na Assembleia Legislativa e não têm acusações criminais pendentes na Justiça.
A Procuradoria não só considera o parentesco, mas também investiga se esses candidatos estão utilizando a estrutura criminosa mantida por seus familiares para se beneficiar politicamente. A instituição afirma que os laços familiares podem indicar que as candidaturas representam a continuidade de grupos criminosos ou de influência política. O objetivo é evitar que a criminalidade organizada interfira nas eleições e na representação política.
Para quem está interessado em acompanhar as sessões ou denunciar irregularidades, o acompanhamento pode ser feito pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral. Os documentos relacionados às candidaturas e impugnações estão disponíveis nos sites do TRE e do TSE, onde é possível acessar informações detalhadas.
Os próximos passos incluem a análise das impugnações já apresentadas e a definição de audiências públicas para discutir os casos. Além disso, a Justiça Eleitoral pode continuar a investigar outros candidatos com possíveis ligações a grupos criminosos, seguindo a nova abordagem adotada após as eleições municipais de 2020, que permitiu barrar candidaturas baseadas em suspeitas de vínculos com organizações armadas.