O árbitro somali Omar Artan, que viu seu sonho de apitar na Copa do Mundo de 2026 frustrado após a entrada nos Estados Unidos ser negada, teve uma nova chance na quarta-feira, 12, ao ser convidado pela UEFA para apitar a final da Supercopa da Europa entre PSG e Aston Villa. Omar, de 34 anos, ganhou destaque na mídia após ser barrado no Aeroporto Internacional de Miami, mesmo sendo um dos árbitros escolhidos pela FIFA para o torneio. Ele comentou que foi um período difícil e que a solidariedade que recebeu foi importante, já que trabalhar duro por um sonho e não conseguir é muito doloroso.
A recusa da entrada de Artan foi justificada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que alegou que ele tinha “ligações com indivíduos suspeitos de pertencer a organizações terroristas”, acusações que o árbitro nega veementemente. O episódio gerou indignação na Somália, onde ele retornou como um herói. Gianni Infantino, presidente da FIFA, lamentou o ocorrido, mas destacou que não se pode controlar tudo. Em resposta, a UEFA decidiu nomear Artan para a Supercopa, que reunirá o campeão da Champions League, PSG, e o vencedor da Liga Europa, Aston Villa. Em suas palavras, Artan expressou sua satisfação e orgulho pela oportunidade.
Omar Artan não só será o primeiro somali a apitar a Copa Africana de Nações em 2024, como também fará sua estreia em jogos na Europa. Ele compartilhou a importância de viver novas experiências e deixou um conselho: “Nunca pare de sonhar”. A decisão da UEFA em escalá-lo para a Supercopa também reflete um esforço de cooperação com a CAF (Confederação Africana de Futebol) e é vista como um gesto político em meio a recentes conflitos entre a UEFA e a FIFA, especialmente em relação a planos de abertura da entidade máxima do futebol a investidores privados.