Na última segunda-feira (10), a Câmara dos Deputados enviou ao STF um depoimento de Luiz Antônio Lopes, que acusa o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) de estar envolvido em uma armadilha contra Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A denúncia inclui uma suspeita de estupro de vulnerável, registrada em um boletim de ocorrência por Gaspar em abril. O depoimento de Luiz foi encaminhado ao gabinete do ministro Gilmar Mendes, que autorizou novas investigações sobre o caso.
Gaspar, que era relator da CPI do INSS, foi acusado por Lindbergh e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) de ter estuprado e engravidado uma menina de 13 anos. Os parlamentares alegam que, além do crime, Gaspar e seus aliados teriam oferecido R$ 70 mil e negociado mais R$ 400 mil para silenciar a vítima. Gaspar se defende, afirmando que as acusações são falsas e que o material genético dele está disponível para comprovar sua inocência. Recentemente, ele também pediu à PGR e ao STF que acelerem a realização de um exame de DNA.
Luiz Antônio, que já havia sido ouvido pela Câmara, alegou que uma mulher chamada Marcela foi paga para dar uma falsa denúncia sobre abuso sexual. Ele também afirmou ter sido pressionado por aliados de Lindbergh. Tuninho da Padaria (PT-RJ), que é próximo a Lindbergh, disse que Luiz o procurou buscando informações sobre a suposta vítima, mas interrompeu o contato ao descobrir que Luiz estava pedindo dinheiro de várias pessoas. O caso segue em segredo de Justiça, e a senadora Soraya não se manifestou sobre as acusações.
Para acompanhar o andamento desse caso, é possível acessar as sessões da Câmara e consultar documentos oficiais pelo site do órgão. As investigações e os desdobramentos do caso ainda estão em tramitação no STF e na Polícia Federal.