Na tarde desta segunda-feira (10), o ex-ministro Fernando Haddad (PT) apresentou suas propostas para a segurança pública em São Paulo, destacando a importância do tema para sua campanha ao governo. Entre as principais ideias, está a criação de um “placar de segurança”, que trará dados trimestrais sobre a resolução de crimes, além de uma agência estadual antifacção, que visa integrar diversos órgãos para combater o crime organizado.
O plano, chamado “SP Protege”, se divide em três frentes: recuperação do espaço público, proteção do espaço privado e combate ao crime organizado. A primeira frente busca reduzir crimes de rua, como furtos e roubos, por meio da colaboração entre polícias e guardas municipais, utilizando tecnologia e inteligência. Por exemplo, a proposta inclui o uso de inteligência artificial para analisar imagens de câmeras e dados de ocorrências, criando mapas de calor que indicam onde e quando os crimes acontecem.
Na parte de proteção do espaço privado, Haddad quer fortalecer a Delegacia da Mulher, melhorando a categorização de casos e facilitando o acionamento da polícia em situações de violência doméstica. Também está prevista a criação de uma plataforma que utilize inteligência artificial para identificar riscos de crimes, permitindo que as autoridades atuem antes de tragédias.
Por fim, o combate ao crime organizado será focado em desmantelar as lideranças dessas organizações. Haddad citou a Operação Carbono Oculto como um exemplo de integração entre polícias e órgãos de controle, visando a lavagem de dinheiro e a infiltração do PCC no mercado financeiro. A nova agência antifacção terá a responsabilidade de coordenar essas ações, utilizando inteligência para prevenir crimes e aumentar a eficácia das investigações.
Para acompanhar as discussões sobre segurança pública, os cidadãos podem acessar a agenda das sessões na Assembleia Legislativa de São Paulo e utilizar canais de denúncia disponíveis.