Recentemente, o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, lançou o livro “Brasil da Maioria”, onde traz uma análise sobre a classe C, que representa cerca de 107 milhões de brasileiros. Segundo a obra, esse grupo não se identifica facilmente com rótulos políticos como “direita” ou “esquerda”, mas sim com resultados práticos que melhorem suas vidas. Nas eleições de 2006, 2010 e 2014, a classe C deu maioria à esquerda, mas a partir de 2018, começou a apoiar majoritariamente a direita.
Meirelles aponta que essa mudança de comportamento eleitoral está relacionada à desconexão do que ele chama de “campo progressista” com a realidade do Brasil. Um dos principais fatores dessa transformação é o crescimento do empreendedorismo. Para muitos brasileiros, abrir um pequeno negócio se tornou uma alternativa viável para melhorar suas condições de vida, enquanto algumas correntes da esquerda ainda veem esse trabalho autônomo como precarização. “Essas pessoas não estão pedindo para ser salvas. Elas querem condições para que seus negócios prosperem”, afirma o autor.
Além disso, a classe C começou a exigir um Estado mais eficiente, que ofereça crédito, infraestrutura, segurança e serviços públicos de qualidade, sem a burocracia que muitas vezes atrapalha. Para quem se interessa em acompanhar mais sobre a classe C e suas demandas, é possível acessar informações e documentos oficiais em sites de pesquisa e institutos que tratam do tema. Por fim, o próximo passo será observar como essas demandas impactarão as políticas públicas e as decisões dos partidos nas eleições futuras.