Na última quinta-feira (6), um massagista de Diego Maradona, Nicolás Taffarel, prestou depoimento no julgamento sobre as circunstâncias da morte do ícone do futebol argentino, ocorrida em 25 de novembro de 2020. O ex-jogador faleceu em casa, em Tigre, após uma cirurgia neurológica. Sete membros da equipe médica que o atendeu estão sendo processados por suposta negligência que teria contribuído para sua morte.
Durante seu depoimento, Taffarel revelou que Maradona estava em um estado crítico, acamado e sem vontade de se cuidar. Ele lembrou como o craque estava inchado e não demonstrava interesse em se levantar da cama ou se alimentar. O massagista afirmou ter alertado a equipe médica sobre a urgência da situação, pedindo visitas diárias para monitorar a saúde do atleta. Em uma mensagem de áudio exibida no tribunal, ele relatou a conversa que teve com Maradona um dia antes de sua morte, quando o ídolo disse: “Não quero nada, Taffita, chega”.
Além de Taffarel, o enfermeiro Ricardo Almirón também depôs e mencionou que, nas semanas que antecederam a morte de Maradona, ele notou uma leve taquicardia e falta de apetite no ex-jogador. Almirón declarou que, na madrugada do dia 25, verificou os sinais vitais de Maradona e o viu descansando tranquilamente antes de deixar a casa.
O julgamento, que começou em abril, investiga se os médicos tinham ciência de que suas ações poderiam levar à morte de Maradona. Todos os réus se declaram inocentes, e o processo pode se estender até agosto, com novos depoimentos programados, incluindo do médico que fez a autópsia do atleta. As próximas audiências prometem trazer mais detalhes sobre os últimos dias de um dos maiores jogadores da história do futebol.