Na quinta-feira (6), a Polícia Federal deu início à Operação Heritage, que investiga um suposto esquema de desvio de mais de R$ 300 milhões envolvendo um acordo entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi. A operação tem como alvos o ex-governador do estado, Mauro Mendes (União Brasil), o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), além de familiares e um conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda. Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em quatro estados: Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará, todos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Os investigados têm seus bens bloqueados e estão com o sigilo bancário quebrado, além de não poderem deixar o país. Mendes se defendeu, afirmando que o acordo com a Oi foi legal e vantajoso, e sugeriu que a operação ocorre em um momento político delicado, a poucas semanas das eleições. Rabaneda, por sua vez, ressaltou que sua atuação como advogado foi anterior à sua função no CNJ e que todos os seus honorários foram devidamente declarados.
As investigações começaram após a análise do acordo entre o estado de Mato Grosso e a Oi, que envolve a devolução de valores de uma disputa tributária. Documentos indicam que a operação financeira pode ter sido utilizada para desviar recursos públicos, por meio de uma estrutura complexa de fundos de investimento. Essa engenharia financeira foi criada para dificultar o rastreamento do dinheiro, fazendo com que os recursos chegassem ao patrimônio privado dos envolvidos.
Para quem deseja acompanhar o desenrolar da investigação ou acessar documentos oficiais, é possível acompanhar as atualizações por meio dos sites da Polícia Federal e do STF. Os próximos passos incluem a tramitação das investigações e possíveis audiências públicas, que podem ser convocadas para esclarecer os fatos.