A Justiça Federal do Pará absolveu o fazendeiro Arilson Strapasson, que havia sido preso em agosto de 2023 por supostas ameaças de morte ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A prisão ocorreu dias antes de Lula participar da Cúpula da Amazônia, um evento que reúne países da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. Segundo o Ministério Público, Arilson teria feito comentários agressivos em um comércio, sugerindo que Lula deveria “levar um tiro”.
Durante a investigação, a Polícia Federal apreendeu o celular do fazendeiro e encontrou mensagens em que ele falava sobre “recepcionar” o presidente, mencionando a necessidade de um fuzil. O procurador da República Gilberto Naves Filho lembrou que Arilson também esteve envolvido nos eventos de 8 de janeiro, quando houve invasões em Brasília por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na denúncia, apresentada em maio de 2024, o procurador afirmou que as ações do fazendeiro caracterizavam incitação a um atentado político.
Após a prisão, Arilson foi liberado e alegou que seus comentários eram apenas uma “brincadeira”, surgida de uma discordância política. A defesa, liderada pela advogada Tatiana da Silva, argumentou que as falas do cliente eram apenas uma manifestação exagerada de descontentamento e não um incitamento real à violência. O juiz Nícolas da Silveira concordou, afirmando que as declarações não tinham a intenção de intimidar o presidente e foram feitas em um contexto privado.
Para quem quiser acompanhar mais sobre o caso, é possível acessar informações através do site da Justiça Federal e acompanhar as sessões. Fique atento às próximas etapas do processo, que pode incluir novos recursos ou audiências, mas por enquanto, a decisão de absolvição já foi tomada.