O ministro Luis Felipe Salomão, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), se posicionou nesta sexta-feira (31) sobre a atuação de advogados filhos de juízes, afirmando que eles devem exercer a profissão de forma livre. Durante sua participação no 21º Congresso da Abraji, em São Paulo, Salomão destacou que o que precisa ser reforçado é a transparência nas decisões judiciais. Ele também mencionou que o parentesco não deve influenciar as decisões do STF e que a solução para questões éticas está na formação dos magistrados.
Salomão foi questionado por jornalistas durante o evento e comentou sobre a divulgação dos valores pagos a magistrados por palestras, considerando injusta a proibição de juízes em eventos. Ele argumentou que é impossível evitar relações sociais e que a proibição é uma hipocrisia. O ministro também criticou juízes que expressam opiniões políticas, afirmando que essa postura é inconsistente com a profissão, que deve ser imparcial.
O ministro aproveitou o momento para abordar as denúncias de assédio sexual envolvendo o colega Marco Buzzi, que será julgado em 6 de agosto. Salomão ressaltou a importância de medidas preventivas em relação a esse tipo de situação, afirmando que o STJ está buscando formas de evitar que casos semelhantes aconteçam no futuro.
Além disso, ele comemorou a recente aprovação da regulamentação do filtro de relevância para recursos especiais no Congresso. Essa nova medida promete facilitar a tramitação de processos no STJ, ao estabelecer critérios mais rigorosos para que os casos sejam aceitos pela corte. Para acompanhar as discussões e atualizações sobre esses temas, é possível acessar o site do STJ e as redes sociais da instituição.