O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, por suspeitas de corrupção e tráfico de influência. A decisão foi divulgada após um pedido da PF feito na última sexta-feira, e o caso foi encaminhado a Mendonça nesta quarta-feira. A investigação se concentra em possíveis tentativas de Lulinha de obter autorização para a comercialização de cannabis medicinal no Ministério da Saúde.
De acordo com a PF, há indícios de que Lulinha exerceu influência junto ao Ministério e ao gabinete da Presidência para facilitar esses negócios, especialmente em parceria com a empresária Roberta Luchsinger e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e levanta dúvidas sobre a motivação política do inquérito. O presidente Lula declarou que seu filho não terá privilégios e que, se acusado, precisará provar sua inocência, assim como qualquer cidadão.
A investigação visa apurar contatos entre os envolvidos e servidores públicos, além de possíveis repasses financeiros relacionados ao caso. A defesa de Roberta Luchsinger afirma que não tem informações sobre a abertura do inquérito e considera que a reabertura do caso, que já havia sido encerrado, não faz sentido, especialmente em um período pré-eleitoral. O Ministério da Saúde também negou ter qualquer contrato com a World Cannabis ou com os citados no inquérito.
Os próximos passos incluem a análise das provas coletadas e a tramitação do inquérito no STF. O público pode acompanhar as sessões do Supremo e acessar documentos relacionados ao caso através do site oficial do órgão. Além disso, a PF deve manter canais abertos para denúncias e informações sobre o andamento das investigações.