O plano da FIFA de criar uma empresa comercial avaliada em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 102 bilhões) gerou bastante debate e reações. Greg Maffei, ex-presidente da Liberty Media e um dos principais responsáveis pelo projeto, afirmou que a proposta não significa vender a Copa do Mundo e se distanciou das críticas que a comparam à Superliga Europeia, que tentou ser formada em 2021 e acabou sendo barrada pela forte oposição. Segundo Maffei, a nova iniciativa permitirá que as 211 associações filiadas à FIFA decidam seu futuro, mantendo o controle da entidade sobre a Copa.
A proposta da FIFA inclui a venda de 20% da nova empresa, que ficará encarregada dos direitos comerciais e de mídia, incluindo os da Copa do Mundo masculina. Maffei destacou que, caso aprovada, cada associação receberá um pagamento inicial de US$ 20 milhões e, ao longo de quatro anos, receberá mais recursos. Ele também mencionou que o plano surge após críticas sobre o aumento de preços de ingressos e a divisão de lucros em vendas no mercado secundário. A FIFA projeta arrecadar pelo menos US$ 13 bilhões (R$ 66 bilhões) no atual ciclo de quatro anos, um aumento significativo em relação ao ciclo anterior.
Enquanto isso, a UEFA e grupos de torcedores expressaram descontentamento com a iniciativa e convocaram reuniões para discutir uma resposta. Maffei ressaltou que a nova empresa, chamada FIFA Forward Enterprise, terá uma gestão independente e que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, liderará o conselho. A ideia é que essa separação entre as atividades comerciais e a regulação do esporte siga uma tendência observada em outras federações esportivas ao redor do mundo.
Para quem quer acompanhar as próximas movimentações da FIFA, os detalhes sobre os jogos e as propostas estão disponíveis nos canais oficiais da entidade. As próximas reuniões devem esclarecer mais sobre a implementação desse projeto e as reações das associações filiadas.