A defesa de Jair Bolsonaro (PL) se manifestou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, sobre o uso indevido da imagem do ex-presidente em um vídeo gerado por inteligência artificial, que foi apresentado durante a convenção eleitoral do seu partido no último sábado (25). Os advogados afirmaram que Bolsonaro não tinha como autorizar tal uso, já que está proibido de receber visitas do filho, Flávio Bolsonaro, por 90 dias, conforme decisão judicial de julho deste ano.
Moraes questionou a defesa sobre a possibilidade de que Bolsonaro tenha concordado com a veiculação do vídeo, afirmando que isso poderia ser considerado uma transgressão grave, resultando em seu retorno ao regime fechado. Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília. Se a defesa alegar que Bolsonaro não tinha conhecimento do material, isso poderia implicar em responsabilidades para Flávio e o PL, já que o uso de deep fakes é ilegal nas eleições.
O tema está em análise no TSE, onde o ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso, decidirá sobre a regularidade do vídeo. A defesa de Flávio argumentou que a gravação não teve a intenção de enganar o público. Recentemente, a defesa de Bolsonaro já havia alegado que ele não sabia que uma carta escrita por ele seria lida pelo filho, o que levou a um endurecimento das regras de contato entre pai e filho.
Para acompanhar as sessões e decisões sobre esse caso, é possível acessar o site do STF e do TSE, onde também estão disponíveis informações sobre como fazer denúncias relacionadas à legislação eleitoral. As próximas etapas incluem a análise do vídeo pelo tribunal e possíveis audiências para discutir o assunto.