Aliados do senador Cleitinho Azevedo estão se movimentando para que ele busque apoio da cúpula nacional do Republicanos nesta quarta-feira (29), com o objetivo de se candidatar ao governo de Minas Gerais. O partido havia decidido não lançar uma candidatura, após meses de decisões incertas e mudanças de posição por parte do parlamentar. Pessoas próximas ao senador afirmam que ele tentará conversar com o presidente nacional do partido, deputado Marcos Pereira (PT), e um dos argumentos que ele apresentará é o seu desempenho nas pesquisas eleitorais. De acordo com um levantamento da Quaest, Cleitinho tem 35% de intenção de votos no primeiro turno, liderando com 23 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que aparece com 12%.
A situação do senador tem gerado desconforto na cúpula do Republicanos, que alega ter esperado muito por uma definição clara. Um membro do partido informou que Cleitinho mudou de ideia três vezes no último domingo (19), inicialmente afirmando que não seria candidato, mas depois voltou atrás. Na noite da segunda-feira (27), Cleitinho comunicou a aliados que deseja concorrer ao governo, mas o Republicanos, em nota, deixou claro que não dará apoio à sua candidatura, citando a falta de firmeza como a principal razão para essa decisão.
Com a indecisão de Cleitinho, o Republicanos em Minas está inclinado a apoiar o ex-deputado Marcelo Aro (PP) na corrida ao governo, movimento que também é considerado pelo PL. A federação PP-União Brasil optou por se manter neutra, mas aliados do senador ainda tentam garantir uma aliança. Sem Cleitinho, o PL está avaliando se apoia Marcelo Aro ou se lança uma candidatura própria, considerando nomes como Flávio Roscoe ou Vittorio Medioli. A escolha do partido deve depender da possibilidade de construir alianças nacionais em Minas.
Para acompanhar as atualizações sobre essa situação, você pode acessar o site da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde são divulgadas informações sobre sessões e audiências. Além disso, canais de denúncia e contatos oficiais estão disponíveis para quem deseja se informar mais sobre o tema.