Os ex-ministros Márcio França (PSB) e Rui Costa (PT) foram autorizados a receber uma quarentena remunerada após deixarem seus cargos para concorrer nas eleições deste ano. A decisão foi oficializada pela Comissão de Ética do governo e prevê que eles recebam um salário equivalente ao que tinham, durante um período de seis meses. Essa medida tem o intuito de evitar que ex-autoridades usem informações privilegiadas em atividades no setor privado. França, que foi ministro do Empreendedorismo, agora é candidato a vice na chapa de Fernando Haddad (PT) para o Governo de São Paulo, enquanto Costa, ex-ministro da Casa Civil, se lança ao Senado pela Bahia.
Ainda segundo informações do Ministério da Gestão e da Inovação, até o momento, França e Costa não receberam pagamento referente à quarentena. Outros ex-ministros, como Márcio Macedo, Cida Gonçalves e Nísia Trindade, já haviam recebido valores que somam R$ 642 mil. Para ter direito à quarentena, os ministros devem informar à Comissão de Ética sobre suas intenções de voltar ao mercado e, se aprovado, precisam comunicar ao ministério para que o pagamento seja autorizado.
Márcio França, por exemplo, afirmou que recebeu um convite do Simpi para ser consultor e justificou que a quarentena é uma medida ética necessária, dado o acesso que teve a informações sensíveis. Já Rui Costa, que queria retomar seu vínculo com a Braskem, também mencionou possíveis conflitos de interesse. As verbas da quarentena são pagas sem descontos de Imposto de Renda, visto que se tratam de compensações.
Para os interessados em acompanhar essas questões, as sessões da Comissão de Ética são públicas, e documentos oficiais podem ser acessados através de seus canais. A tramitação das quarentenas e outros processos relacionados segue em andamento e pode ser acompanhada por meio dos canais oficiais do governo.