O ministro Cristiano Zanin, do STF, deu o sinal verde para a Polícia Federal investigar o ministro Moura Ribeiro, do STJ, em um inquérito sobre possíveis vendas de decisões judiciais. Essa é a primeira vez que um ministro do STJ é alvo de investigações nesse contexto, que já tramita no Supremo desde 2024. As apurações estão ligadas a suspeitas envolvendo o lobista Andreson de Oliviera Gonçalves e sua esposa, Mirian Ribeiro, além de um funcionário que trabalhou no gabinete de Moura Ribeiro entre 2019 e 2021.
Moura Ribeiro se manifestou através da assessoria do STJ, afirmando que não tem conhecimento de nenhuma investigação relacionada às suas decisões. Ele destacou que o servidor mencionado atuou como “assistente de plenário” durante um período específico e foi exonerado após uma atuação irregular, a pedido do próprio ministro. O magistrado, com mais de 40 anos de carreira, defendeu sua trajetória e negou qualquer associação com atividades criminosas. A defesa de Andreson e Mirian também negou as acusações.
Informações sobre a autorização de investigação foram inicialmente publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo e depois confirmadas pela Folha. O ex-servidor citado, que atuava como um auxiliar nas sessões, já havia gerado desconfiança entre outros ministros durante seu tempo no tribunal, levando à abertura de um processo administrativo que resultou em sua exoneração. Em maio, a PGR denunciou nove pessoas por envolvimento na suspeita de venda de decisões no STJ, incluindo Andreson, Mirian e outros ex-servidores, mas até então, nenhum ministro havia sido implicado.
Para acompanhar as atualizações sobre essa investigação, os cidadãos podem acessar os canais oficiais do STF e do STJ. Além disso, informações sobre sessões e possíveis audiências públicas podem ser consultadas nos sites dessas instituições. Os próximos passos incluem a tramitação do inquérito e a possibilidade de novas denúncias conforme as investigações avançam.