O Brasil é conhecido como “o país do futebol”, mas essa fama está sendo questionada. Nos últimos anos, o desempenho da Seleção Brasileira em Copas do Mundo gerou discussões sobre o que realmente significa essa alcunha. Apesar de sermos pentacampeões, a última conquista foi em 2002, e desde então, as semifinais têm sido um desafio. Desde 1970, conquistamos apenas dois títulos em 14 edições, enquanto seleções como Argentina e Alemanha já superaram nossa marca, com três títulos cada.
Historicamente, o Brasil venceu três Mundiais até 1970 e foi vice-campeão em 1950. Nos últimos 56 anos, chegamos a seis semifinais, mas a última vez que fomos para essa fase foi em 2014, quando enfrentamos a famosa derrota de 7 a 1 para a Alemanha. Em comparação, a França tem quatro participações em semifinais e a Argentina e a Alemanha, três. Esse cenário levanta questões importantes sobre a evolução do nosso futebol e a competitividade com seleções que, até pouco tempo, não eram vistas como ameaças.
A Espanha, por exemplo, adotou um estilo de jogo focado na posse de bola, o que lhe garantiu três Eurocopas e duas Copas do Mundo. A França investiu na formação de jovens talentos, enquanto a Argentina contou com figuras como Maradona e Messi, que brilharam de forma individual. Essas seleções estão evoluindo e se adaptando, enquanto o Brasil parece estar estagnado, enfrentando dificuldades contra adversários que antes eram considerados inferiores.
Para quem quer acompanhar os próximos passos da Seleção, os jogos das eliminatórias e amistosos estão marcados para os próximos meses, com transmissões pela TV aberta e fechada. A expectativa é que a equipe busque se reinventar e retomar o caminho das vitórias. A pergunta que fica é: será que ainda podemos nos chamar de “o país do futebol”?