Neste sábado (18), o senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, fez declarações polêmicas sobre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante um evento do partido em Vitória (ES). Ele acusou Moraes de praticar advocacia administrativa e questionou pagamentos feitos à esposa do magistrado, Viviane Barci de Moraes, que, segundo Flávio, recebia R$ 129 milhões para “fingir que está advogando”. As afirmações surgem um dia após Moraes ampliar as restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sob prisão domiciliar, proibindo-o de fazer contatos políticos até 2026.
Flávio Bolsonaro afirmou que o ministro deve responder pelos seus atos e criticou a falta de investigações sobre Moraes. O senador mencionou que o Código Penal define a advocacia administrativa como um crime, com penas que variam de um mês a um ano de detenção, além de multa. O escritório de Viviane Barci de Moraes informou que não comentaria as declarações. Informações do jornal O Globo indicam que o escritório teve um contrato com o Banco Master, com pagamentos que totalizariam R$ 129 milhões ao longo de três anos.
Para quem deseja acompanhar as discussões sobre esses assuntos, as sessões do Senado podem ser acessadas pelo site oficial, onde também é possível fazer denúncias e entrar em contato com os parlamentares. Os documentos referentes a contratos e pagamentos estão disponíveis em plataformas públicas.
Os próximos passos incluem a continuidade das restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro e possíveis reações da Justiça ao que foi dito por Flávio Bolsonaro. A situação pode evoluir em audiências e investigações que estão em andamento, especialmente em relação aos contratos mencionados e à atuação do ministro Moraes.