O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que o ex-presidente recebesse uma visita do presidente argentino, Javier Milei, que planeja vir ao Brasil para um evento do PL no próximo sábado, dia 25. Essa decisão se alinha a outras negativas do ministro, que, na véspera, já havia estendido a proibição de visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai por 90 dias, além de restringir contatos políticos até as eleições de outubro. Moraes afirmou que, além das visitas médicas e dos advogados, outras visitas estão suspensas por 30 dias.
A prisão domiciliar de Bolsonaro continua em vigor, e na decisão do dia 17, Moraes limitou o direito de visita de familiares, permitindo apenas que advogados, médicos e fisioterapeutas possam ir à casa do ex-presidente. Antes, ele tinha autorização para receber outros filhos, como Carlos e Jair Renan, mas essa possibilidade foi cortada. Bolsonaro está em Brasília, onde mora com a esposa, Michelle, uma filha e uma enteada, que não estão sujeitas às mesmas restrições.
Após a decisão, Flávio Bolsonaro se manifestou em vídeo nas redes sociais, chamando a medida de “ilegal, desproporcional, covarde e cruel”. Ele ainda comentou que seu pai “foi enterrado vivo” e que Moraes estaria tentando interferir nas eleições de 2026. A ação do ministro ocorreu após a Procuradoria-Geral da República indicar que a leitura de uma carta de Bolsonaro por Flávio no último sábado violou as regras da prisão domiciliar.
Para acompanhar as decisões do STF e as próximas sessões, os cidadãos podem acessar o site oficial do tribunal e ficar atentos às publicações nas redes sociais. Além disso, denúncias e comentários sobre as decisões podem ser direcionados aos canais de comunicação da PGR. As próximas etapas desse processo devem incluir novas audiências e possíveis revisões das restrições impostas.