O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, apresentou uma proposta para a criação de um “selo de acurácia eleitoral”, direcionado aos institutos de pesquisa que obterem resultados mais próximos das votações. A minuta da proposta foi compartilhada com representantes de 16 institutos durante uma reunião no tribunal, realizada na terça-feira, 14 de novembro. Essa iniciativa surge após polêmicas relacionadas à censura imposta a uma pesquisa do Atlas/Bloomberg, que levantou questões sobre a regulamentação das pesquisas eleitorais. Kassio deixou claro que a proposta ainda pode ser ajustada, e abriu um prazo até a próxima sexta-feira, 17, para receber feedback dos institutos.
A proposta de Kassio tem a intenção de premiar as empresas que apresentarem resultados com maior aderência aos dados oficiais, tanto em nível nacional quanto estadual. O selo buscaria não apenas incentivar a precisão das pesquisas, mas também aumentar a visibilidade das companhias que se destacam nesse aspecto. No entanto, a diretora do Datafolha, Luciana Chong, se posicionou contra a iniciativa, ressaltando que pesquisas não devem ser vistas como previsões de resultados, mas sim como retratos das intenções de voto no momento da realização. A Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa) também criticou a proposta, apontando que confundir pesquisa com previsão é um erro comum.
Para aqueles que querem acompanhar as discussões e decisões do TSE, as sessões são transmitidas ao vivo pelo site do tribunal. Além disso, é possível acessar documentos e registros das reuniões por meio da plataforma digital disponível. Em relação aos próximos passos, a proposta ainda passará por tramitação e discussão, e novas audiências podem ser agendadas para debater a regulamentação das pesquisas eleitorais, o que promete continuar gerando debate entre especialistas e a sociedade.