No último sábado (11), Dana Costa, presidente do PL Mulher em Mogi das Cruzes (SP), se manifestou sobre a investigação que envolve seu marido, Valdemar Costa Neto, presidente do PL. A Polícia Federal está apurando um suposto direcionamento de emendas parlamentares por Valdemar, mesmo sem mandato. A PF aponta que ele teria alocado recursos de forma a beneficiar seus próprios interesses, caracterizando o crime de peculato, ou seja, desvio de dinheiro público.
Dana criticou a investigação, chamando-a de “criminosa” e “indecente”, e expressou sua preocupação com a parcialidade de instituições que deveriam agir de forma neutra. Recentemente, o ministro do STF, Flávio Dino, determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar, após a Polícia Federal informar que cerca de R$ 104 milhões já haviam sido pagos pelo governo federal. Essa ordem judicial foi emitida no contexto da Operação Transparência, que começou em dezembro do ano passado e teve como alvo a assessora Mariângela Fialek, ligada ao ex-presidente da Câmara, Arthur Lira.
O relatório da operação indica que Valdemar tinha autonomia para direcionar recursos de emendas de acordo com sua cota pessoal, uma vez que era presidente do partido. Os advogados de Valdemar, Marcelo Ávila de Bessa e Thiago Fleury, contestam a decisão do ministro, afirmando que se baseia em “premissas frágeis” e promove uma “indevida criminalização da atividade político-partidária”.
Para quem deseja acompanhar as sessões e atualizações sobre o caso, é possível acessar informações nos sites oficiais do STF e da Polícia Federal. Além disso, canais de denúncia estão disponíveis para a população que queira reportar eventuais irregularidades. Os próximos passos incluem a continuação da tramitação do processo e possíveis audiências públicas relacionadas ao caso.