Na quarta-feira, 7 de outubro, a Polícia Federal realizou uma operação que afetou a pré-candidatura de Márcio Canella, do União Brasil, ao Senado. Canella, que foi prefeito de Belford Roxo (RJ), é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e foi alvo de busca e apreensão, o que levantou dúvidas sobre sua viabilidade política. Sua indicação para o Senado fazia parte da aliança com o União Brasil, que tem Antônio Rueda, presidente do partido, como pré-candidato a deputado federal, contando com a base eleitoral de Canella.
A operação, parte da 6ª fase da Operação Unha e Carne, resultou na prisão em flagrante de Canella, que foi encontrado com um fuzil calibre .556 irregular em seu carro. As investigações apontam que ele pode estar envolvido em movimentações de mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, relacionadas a contratações ilegais e lavagem de dinheiro, conforme relatório do Coaf. A situação de Canella se complica ainda mais considerando que outros candidatos aliados a Flávio Bolsonaro, como o ex-governador Cláudio Castro, já enfrentaram problemas semelhantes, levando à desistência de suas candidaturas.
Para acompanhar a situação, os cidadãos podem seguir as sessões do Senado e acessar informações sobre denúncias pela internet. Documentos oficiais e atualizações sobre a operação estão disponíveis nos canais da Polícia Federal e do Coaf. Nos próximos passos, o debate sobre a substituição de Canella está em curso, com nomes como Felipe Curi e Marcelo Crivella sendo considerados. Enquanto isso, o PL ainda não definiu um novo candidato para a vaga deixada por Castro. Flávio Bolsonaro está avaliando as melhores opções para manter sua base forte e unida.