Na terça-feira, 7 de novembro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou de uma audiência pública nos Estados Unidos, onde se discutiram tarifas comerciais que afetam o Brasil. O governo Lula (PT) reagiu à presença do senador, considerando-a uma intervenção e afirmando que sua participação teve um caráter político, já que ele criticou o presidente por utilizar o que chamou de “tarifaço” em seu benefício nas eleições. A nota do governo ressalta que Flávio foi o único entre os 34 brasileiros inscritos a não se opor às tarifas e sugeriu que a discussão fosse adiada até depois das eleições.
O governo brasileiro criticou Flávio por mencionar o escândalo do caso Master, sem mencionar sua própria conexão com o banqueiro Daniel Vorcaro, de quem pediu R$ 130 milhões para um projeto sobre seu pai. A nota do governo destaca que, ao invés de contestar as alegações dos EUA, o senador preferiu legitimar a investigação, que o governo considera injusta e prejudicial aos interesses nacionais. Desde julho de 2025, o USTR investiga o Brasil por práticas desleais e propôs um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros.
Para quem deseja acompanhar as discussões sobre esse tema, as audiências continuam em Washington, e é possível acessar documentos e informações através do site do USTR. O governo brasileiro, por sua vez, está mobilizando ministros e técnicos para reverter essas tarifas, discutindo estratégias em reuniões internas. O cenário continua em evolução, com expectativa de novas atualizações sobre o andamento das negociações entre Brasil e EUA.