No último dia 2, durante o desfile do 2 de Julho em Salvador, a tensão política ficou evidente. Enquanto a população celebrava, grupos de militantes se posicionaram nas esquinas para vaiar os adversários, especialmente o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil). O clima se intensificou após uma operação da Polícia Federal que investiga o senador Jaques Wagner (PT) por supostas irregularidades financeiras ligadas ao Banco Master. Apesar das acusações, Wagner nega qualquer irregularidade, e a situação deixou a base governista em um estado de alerta.
A reação do PT foi rápida. Cerca de dez dias após a operação, o partido começou uma campanha publicitária nas redes sociais destacando a união entre Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e o ex-ministro Rui Costa. Batizada de “Três Irmãos”, a campanha traz um jingle que enfatiza a parceria do grupo em meio à crise. Nos bastidores, a estratégia é manter a coesão e evitar que as acusações dominem a agenda política. O governador reafirmou seu apoio a Wagner, destacando que o grupo sempre se manteve unido.
Enquanto isso, a oposição, embora mantendo uma postura mais discreta sobre a operação, tem aproveitado a situação para criticar a gestão de Jerônimo. O prefeito de Salvador, Bruno Reis, destacou que questões legais devem ser tratadas pela Justiça, mas reforçou a necessidade de responsabilização em casos de improbidade. A crise também atingiu ACM Neto, que foi apontado por ligações com o Banco Master, mas defendeu a legalidade dos seus contratos.
O cenário político na Bahia segue tenso, com a expectativa de que a crise do Master influencie as próximas eleições. A disputa entre Jerônimo e ACM Neto promete ser acirrada, com a gestão do PT sendo um tema central nas discussões. Para quem quer acompanhar os desdobramentos, as sessões da Assembleia Legislativa da Bahia e os canais de comunicação oficiais são boas fontes de informação. A tramitação de projetos e as audiências públicas podem ser acessadas pelo site da ALBA.