O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) decidiu suspender, novamente, as reuniões que elegeram o deputado federal Alex Manente como presidente do Cidadania. Essa decisão gera incertezas sobre a nova diretoria do partido, já que os mandatos dos atuais dirigentes expiraram. Além disso, alguns políticos que estavam na legenda mudaram para outras, complicando ainda mais a situação. Atualmente, o Cidadania conta com dois deputados: Alex Manente e Arnaldo Jardim. O partido tem acesso a R$ 60,2 milhões do Fundo Eleitoral.
A eleição de Manente ocorreu em um congresso do Cidadania em março deste ano, mas foi contestada judicialmente. Alguns membros do partido defendiam a permanência de Comte Bittencourt, que ocupou a presidência em 2023, mas agora está filiado ao PSB. A ala dissidente alegou que a convocação para o congresso foi irregular, por não ter atingido o quórum necessário, o que tornaria a eleição inválida. O desembargador Rômulo de Araújo Mendes acatou esses argumentos em março, suspendendo as deliberações da reunião do diretório nacional.
No entanto, um dia depois, o processo foi redistribuído para o desembargador José Firmo Reis Soub, que revogou a suspensão, permitindo que a nova diretoria assumisse. Ele argumentou que a decisão anterior poderia paralisar a gestão do partido, transferindo a responsabilidade administrativa para o Judiciário. Em julho, o processo voltou para Mendes, que novamente suspendeu as decisões do congresso. A diretoria eleita está analisando a possibilidade de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e busca esclarecimentos sobre a liderança do partido.
Quem se interessar em acompanhar as movimentações do Cidadania pode acessar as informações no site do TJDFT e ficar atento às atualizações sobre a tramitação do caso.