Desde o início da Copa do Mundo, Romário, tetracampeão e senador, tem enfrentado críticas por acumular funções como comentarista na CazéTV. Na terça-feira (30), ele anunciou que abriria mão do salário de R$ 46 mil durante o torneio. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), saiu em defesa de Romário, afirmando que ele “honra o nosso Senado” e classificando as críticas como “ataques infundados nas redes sociais”.
A situação levanta discussões sobre a dedicação dos parlamentares às suas funções. Desde que o Sistema de Deliberação Remoto (SDR) foi implementado durante a pandemia, as sessões online se tornaram comuns. Em 2026, mais da metade das reuniões da Câmara e do Senado foi realizada de forma semipresencial, permitindo que matérias sejam aprovadas sem a pressão do público presente. Essa prática possibilita que parlamentares se dediquem a outras atividades, como negócios e televisão, enquanto representam milhões de brasileiros.
Entretanto, a falta de transparência sobre as atividades paralelas dos deputados e senadores dificulta o controle social. Desde a promulgação da Constituição de 1988, não há uma exigência clara de dedicação exclusiva à atividade parlamentar, e essa lacuna se tornou evidente ao longo dos anos. Muitos acreditam que os regimentos internos das casas legislativas deveriam estipular que o trabalho dos congressistas deve ser realizado presencialmente, ouvindo a população e participando ativamente dos debates.
Para quem deseja acompanhar as sessões do Senado e da Câmara, é possível acessar os sites oficiais dos órgãos, que disponibilizam informações sobre votações, audiências e projetos em tramitação. Fique atento às próximas pautas e às discussões que impactam a sociedade.