O jornalista Ebrahim Ramadan, que foi editor do jornal Notícias Populares (NP) por quase 20 anos, faleceu nesta quarta-feira (1º) em São Paulo, aos 91 anos. A causa da morte não foi informada. Ramadan assumiu a direção do NP em 1972, a convite de Octavio Frias de Oliveira, e rapidamente se destacou por reformular a linha editorial do periódico, que se tornou um dos mais populares do Brasil. Durante sua gestão, até 1990, o jornal ganhou notoriedade ao abordar temas que antes não eram explorados por outras publicações, incluindo questões ligadas à comunidade LGBTQIA+.
Ebrahim começou sua carreira na Folha de S.Paulo e passou por outros veículos, mas foi no NP que deixou sua marca. Uma das suas matérias mais memoráveis foi a série sobre o “Bebê-Diabo”, que gerou grande repercussão e vendas expressivas. Ramadan foi reconhecido por colegas como um “mestre e professor” do jornalismo, sempre buscando dar voz a diferentes segmentos da sociedade. Ele também foi professor de jornalismo e publicou livros de poesia, mostrando sua versatilidade e paixão pela escrita.
Para quem deseja acompanhar o legado de Ramadan e a história do NP, é possível acessar arquivos do jornal em bibliotecas e plataformas digitais. Além disso, o NP ainda pode ser encontrado em algumas edições antigas, que refletem a rica história do jornalismo popular no Brasil. Embora Ramadan tenha se aposentado, seu impacto e suas contribuições continuam a ser lembrados e celebrados por quem trabalhou ao seu lado e por seus leitores. O velório e o sepultamento ocorreram nesta quinta-feira (2) no Cemitério da Vila Mariana, em São Paulo, onde amigos e familiares se reuniram para prestar suas últimas homenagens.