A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que mantenha o regime de prisão domiciliar do ex-presidente. A solicitação foi feita na última quinta-feira (2), destacando que Bolsonaro está disposto a abrir mão da arma que possuía para continuar em casa. Os advogados também mencionaram questões de saúde do ex-presidente e o relatório policial que confirmou o registro da arma, além do apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao pedido de domiciliar, mas sem a arma apreendida com um dos seguranças de Bolsonaro.
Na prática, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, declarou que o segurança que portava a pistola, Estácio Leite da Silva Filho, foi indiciado, mas não houve indícios de crime relacionado a Bolsonaro. A defesa argumentou que as conclusões da polícia coincidem com os pontos apresentados anteriormente, reforçando a ideia de que não houve falta grave e que a situação é excepcional. A defesa também explicou que a arma, uma pistola Glock de calibre 9 milímetros, estava em condições de disparo, porém, o percussor foi removido pela equipe de segurança de Bolsonaro para evitar acidentes devido ao uso de medicamentos psiquiátricos pelo ex-presidente.
Os próximos passos incluem a manifestação da defesa e da PGR, que têm prazos estabelecidos por Moraes. Após essas manifestações, o ministro decidirá se prorroga ou não a prisão domiciliar. Para acompanhar o desenrolar do caso, o público pode acessar informações no site do STF e nas redes sociais, onde os advogados têm compartilhado atualizações sobre a situação.