Nos últimos anos, a propaganda eleitoral em Goiás passou por mudanças significativas, principalmente com o uso de mídias digitais. Recentemente, o debate sobre as regras que regem essa propaganda ganhou destaque, especialmente com a aproximação das eleições de 2026, que estão previstas para ter início em 28 de agosto e se estender até 1 de outubro. Essa transformação contrasta com a Lei Falcão, que, há 50 anos, limitava a comunicação dos candidatos a uma simples lista de chamada no rádio e na televisão, sem espaço para discursos ou debates.
A Lei Falcão foi criada durante a ditadura militar e tinha como objetivo controlar a propaganda eleitoral, restringindo a atuação dos candidatos de oposição. Segundo especialistas, essa legislação surgiu como uma resposta ao sucesso do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) nas eleições de 1974, quando o partido conquistou a maioria no Senado. A ideia era minimizar a visibilidade dos opositores e evitar críticas ao governo sobre temas como inflação e desemprego.
Atualmente, o cenário é bem diferente. As campanhas eleitorais utilizam as redes sociais e outras ferramentas digitais para alcançar os eleitores de forma mais direta e interativa. Isso representa uma mudança significativa em relação ao passado, quando o controle sobre os meios de comunicação era essencial para a manutenção do regime.
Para quem quer se manter informado sobre a política em Goiás, é possível acompanhar as sessões da Assembleia Legislativa pelo site oficial e pelas redes sociais. Além disso, canais de denúncia e contato com representantes estão disponíveis para que o cidadão possa se manifestar e acompanhar de perto o andamento das questões políticas. Com as eleições se aproximando, a expectativa é que novas discussões sobre as regras de propaganda eleitoral e a participação popular ganhem ainda mais destaque.