Recentemente, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) tem estado no centro de controvérsias, com declarações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, indicando que a infiltração do crime organizado na Casa não é apenas uma suposição. O decano Gilmar Mendes afirmou que a Polícia Federal revelou que de 32 a 34 parlamentares estariam recebendo mesadas do jogo do bicho. Esse panorama se agrava com a prisão de deputados e o afastamento de lideranças por malfeitos, levando a Alerj a ser comparada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em termos de escândalos.
Entre os presidentes da Alerj deste século, a maioria enfrentou acusações sérias, com exceção de André Ceciliano, enquanto Bacellar, um dos protagonistas da atual crise, teve sua prisão decretada por Moraes, por supostos vazamentos de informações. Recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral condenou Bacellar e o governador Cláudio Castro por abuso de poder, resultando na cassação de Bacellar. Além dele, outros dois deputados foram presos sob suspeitas de corrupção e envolvimento com tráfico.
Para quem deseja acompanhar a Alerj, as sessões são transmitidas pela TV Alerj, e o site oficial da Casa disponibiliza documentos e informações sobre denúncias e contato com os representantes. A estrutura física da Alerj mudou em 2021, quando os deputados se mudaram para um novo prédio, mas a memória de escândalos na antiga sede ainda pesa sobre a imagem da Casa.
Com a pressão dos escândalos e investigações em andamento, a Alerj enfrenta um momento delicado. O deputado Douglas Ruas, atual presidente, propôs uma comissão para analisar os gastos dos três Poderes, buscando transparência em um cenário onde a confiança do público na política está em baixa. O futuro da Alerj continua incerto, com a expectativa de novas audiências e possíveis mudanças em sua dinâmica interna.