No dia 6 de julho, o empresário Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, vai participar de uma audiência pública sobre a investigação comercial aberta pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil. Ele irá argumentar que a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros deve ser descartada e que o governo americano deveria retomar a aplicação de sanções individuais contra autoridades brasileiras, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato do PL à Presidência, deve se pronunciar no dia seguinte. Vale destacar que o governo brasileiro não enviará representantes para a audiência, optando por se concentrar nos canais diplomáticos tradicionais.
Figueiredo planeja enfatizar que a tarifa prejudicaria quem não está envolvido nas questões investigadas, ou seja, afetaria exportadores e consumidores, enquanto deveria atingir as autoridades que tomaram as decisões criticadas. Ele defende que o uso da Lei Global Magnitsky, que permite sanções a estrangeiros por corrupção e violações de direitos humanos, seria uma alternativa mais eficaz. Segundo Figueiredo, essa abordagem não só protegeria a economia brasileira, mas também não afetaria os consumidores americanos.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e Figueiredo têm defendido a aplicação de sanções contra Moraes e outros ministros do STF durante reuniões em Washington. Eles acreditam que a sobretaxa fortaleceria politicamente o presidente Lula, permitindo que ele utilizasse o conflito comercial para ganhar apoio interno. A proposta de nova tarifa foi anunciada logo após um encontro entre Flávio e Trump, o que gerou críticas de aliados de Lula, que associam a medida ao senador.
O relatório final da investigação deve ser publicado até 15 de julho, e a decisão sobre a aplicação das tarifas ficará a cargo do presidente Trump. Para acompanhar esse processo, os interessados podem acessar os canais oficiais do governo americano e acompanhar as atualizações da audiência.