A Polícia Federal (PF) concluiu que o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL, fez calúnia ao associar o presidente Lula, do PT, a crimes de tráfico de drogas e armas. A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (26). A PF afirma que a postagem de Flávio, feita em 3 de janeiro, quando comentava sobre o sequestro do ditador venezuelano Nicolás Maduro, continha acusações falsas. Na publicação, ele afirmou que “Lula será delatado”, além de mencionar crimes como tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.
O caso se refere a uma postagem específica em que Flávio faz alucões a delitos atribuídos a Lula, insinuando que o presidente estaria envolvido em atividades criminosas. Segundo a PF, para que haja calúnia, é preciso que uma acusação de crime específico seja feita de forma errada. A investigação foi iniciada em abril, após Moraes decidir abrir o caso. A equipe de Flávio argumentou que esse tipo de procedimento remete a censura e bloqueios observados nas eleições de 2022, criticando a atuação de Moraes como um fator de desequilíbrio na democracia.
Para acompanhar o andamento do caso e as sessões do STF, o público pode acessar o site oficial do tribunal, onde são disponibilizados documentos e informações referentes aos processos. Além disso, canais de denúncia estão disponíveis para quem quiser relatar irregularidades. Os próximos passos incluem a tramitação do caso no STF, onde novas audiências e deliberações podem ocorrer a qualquer momento, mantendo o tema em evidência no cenário político.