Na manhã desta quarta-feira (25), a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a “Operação Lázaro” para investigar a reativação de um banco privado extinto há mais de 60 anos. A operação foca na gestão de Cláudio Castro, do PL, que é acusada de tentar retomar o funcionamento do Banco de Crédito Móvel, encerrado oficialmente em 1964. As apurações indicam que um grupo de pessoas teria conseguido registrar o banco novamente, mesmo após decisões judiciais contrárias a essa ação. O objetivo seria reivindicar direitos sobre um crédito bilionário ligado à desapropriação de uma área de cerca de 153 mil metros quadrados no Recreio dos Bandeirantes.
Entre os alvos da operação estão o vice-presidente da Junta Comercial, Affonso D’Anzicourt Silva, e outros dirigentes do órgão. Silva declarou que não teme a investigação e que se manifestará mais adiante. A empresa BCM Ativos Imobiliários, envolvida na reativação, rejeita as acusações e afirma que a situação decorre de disputas econômicas na região da Barra da Tijuca, além de alegar que seu nome está sendo usado de maneira fraudulenta. A reativação do banco foi inicialmente relatada pela Folha em março de 2025 e está ligada a negócios que envolvem a mulher de um deputado estadual e o ator Márcio Garcia.
Para quem quiser acompanhar as investigações, é possível acessar informações sobre as sessões da Junta Comercial e canais de denúncia através de seus sites oficiais. A tramitação do caso ainda está em andamento, e novos desdobramentos podem ocorrer, como audiências públicas ou futuras ações judiciais relacionadas à reativação do banco. A complexidade da situação reflete a intensa disputa por terras na região, que é um ponto central de crescimento imobiliário e conflitos legais.