Recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discutiu uma proposta para regular as pesquisas eleitorais, sugerindo a proibição do uso de áudios e vídeos em questionários aplicados pelos institutos. A ideia é que esse tipo de material possa influenciar as respostas dos eleitores. Contudo, a corte decidiu não apressar o julgamento, que deve ser retomado apenas em agosto, considerando que a propaganda eleitoral começa no dia 16 do mesmo mês.
A discussão ganhou destaque após o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, censurar uma pesquisa da Atlas/Bloomberg que indicava uma queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro. Kassio mencionou a intenção de conversar com os institutos sobre o tema, mas ainda não conseguiu agendar essas reuniões devido à dificuldade de encontrar um horário que funcione para todos. Alguns ministros do TSE, como Dias Toffoli, expressaram preocupações sobre a inclusão de materiais audiovisuais, ressaltando a necessidade de garantir a independência dos institutos. A ideia é definir limites claros para evitar qualquer tipo de induzimento nas respostas.
Para quem acompanha o tema, é possível acompanhar as sessões do TSE e acessar documentos no site oficial do tribunal. Além disso, canais de denúncia estão disponíveis para reportar irregularidades. Os próximos passos incluem a análise das propostas apresentadas e possíveis audiências públicas para discutir as regulamentações com mais profundidade. O julgamento atual está suspenso por conta de um pedido de vista da ministra Estela Aranha, que ainda não definiu uma data para retomar a discussão.