Recentemente, Cyntia Cordeiro, juíza do trabalho substituta do TRT-5 e presidente do Sindimagis, comentou sobre as verbas indenizatórias que os magistrados recebem. Segundo ela, essas verbas são direitos e não devem ser vistas como privilégios. Em uma entrevista, Cordeiro disse que a decisão do ministro do STF, Flávio Dino, de limitar esses pagamentos está ligada a uma agenda política, sugerindo que ele quer ser um “novo Collor”. O Sindimagis, que foi oficialmente registrado em janeiro deste ano, surgiu durante a pandemia e se consolidou como a primeira entidade sindical de juízes do Brasil, o que possibilitou que o sindicato contestasse a decisão de Dino.
Cordeiro também comentou sobre as reações dos juízes após o corte nas remunerações, que, segundo ela, não foram organizadas, mas sim espontâneas, geradas pela surpresa do impacto financeiro. Ela destacou que o sindicato, mesmo novo e com um número reduzido de filiados, representa todos os juízes, independentemente de serem associados ou não, e que não existe vedação legal para a sindicalização da categoria.
Além disso, a juíza defendeu que a discussão sobre as verbas indenizatórias não é um privilégio, mas sim um reconhecimento de direitos. Ela enfatizou que o debate deve ser focado em como a moralidade está sendo aplicada de forma desigual, especialmente em relação a elites políticas. Para quem se interessa em acompanhar as discussões e decisões relacionadas à magistratura em Goiás, as sessões do tribunal podem ser acompanhadas online, e informações sobre denúncias e contatos oficiais estão disponíveis nos sites institucionais. No futuro, o Sindimagis pretende seguir ativo na defesa dos direitos da categoria e na discussão de seus pleitos.