June 19, 2026
Política

PGR Solicita Remessa do Caso ‘Abin Paralela’ para a Primeira Instância em 18 de Junho de 2026

  • junho 19, 2026
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que a investigação sobre a “Abin paralela” seja enviada para a primeira instância. Gonet

PGR Solicita Remessa do Caso ‘Abin Paralela’ para a Primeira Instância em 18 de Junho de 2026

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que a investigação sobre a “Abin paralela” seja enviada para a primeira instância. Gonet argumentou que, com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no núcleo central da trama, a única autoridade com foro é ele. O foco das pendências da investigação agora está em crimes contra a administração pública, que não precisariam da atuação do Supremo. Gonet destacou que todos os elementos relevantes já foram considerados na denúncia contra Bolsonaro, que é acusado de implementar um projeto autoritário.

A estrutura investigada operou entre 2019 e 2022, formada por policiais federais e oficiais de inteligência sob o comando de Alexandre Ramagem, então diretor-geral da Abin. Essa equipe teria atuado como uma central de contrainteligência, usando recursos estatais para disseminar desinformação contra opositores e, em particular, contra o próprio Bolsonaro. O uso do software First Mile, que permite monitoramento de celulares, também faz parte das suspeitas, assim como a divulgação de informações em redes sociais contra alvos da estrutura.

A investigação envolve 36 pessoas, algumas sob medidas cautelares, como afastamento de funções e restrições de locomoção. A Intelis, que representa profissionais da Abin, manifestou preocupação com a incerteza institucional que a agência enfrenta há quase três anos, o que prejudica seu funcionamento e planejamento. Além disso, a entidade criticou a desigualdade no tratamento de gestores indiciados que continuam em funções de comando, enquanto outros enfrentam processos administrativos.

Os próximos passos incluem a tramitação dos casos na primeira instância e a continuidade das investigações, enquanto a sociedade civil continua atenta ao desenrolar da situação. Para acompanhar as sessões e mais informações, é possível acessar os canais oficiais da Justiça e da Polícia Federal.

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