Na última quarta-feira (17), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez um pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que ele restabeleça sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. O pedido se baseia na Lei Magnitsky, que permite punições financeiras e restrições de entrada nos EUA. Em um vídeo publicado em inglês, Eduardo chamou Moraes de “ditador” e se declarou como vítima de perseguição, afirmando que as autoridades americanas estariam colaborando com a repressão no Brasil.
O ministro Moraes foi responsável por uma decisão recente que resultou na condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo, devido à sua atuação nos EUA para intimidar o Judiciário brasileiro. Apesar da condenação, Eduardo disse que se sente orgulhoso de suas ações nos Estados Unidos, onde reside desde fevereiro do ano passado. Ele acredita que sua condenação é um sinal de que está fazendo um bom trabalho e que a repressão é um sinal de que o regime está próximo do fim.
Durante o julgamento, a Defensoria Pública da União (DPU), que representou Eduardo, argumentou que ele deveria ter sido notificado por carta rogatória, e não por edital. O ex-deputado também citou casos de outros brasileiros que enfrentaram situações semelhantes no exterior, como a ex-deputada Carla Zambelli e o blogueiro Oswaldo Eustáquio Filho, que tiveram suas extradições negadas pela Justiça de outros países.
Para acompanhar as decisões do STF e outras informações relevantes, o público pode acessar o site oficial do tribunal e acompanhar as sessões. Informações sobre como proceder em casos de denúncias também estão disponíveis nos canais oficiais da Justiça. Os próximos passos incluem o trâmite do processo e possíveis novas audiências sobre o caso de Eduardo.