O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 24 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste sobre a apreensão de uma arma registrada em seu nome. A apreensão aconteceu durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal na segunda-feira (15). Moraes questiona o motivo de Bolsonaro ter uma arma em casa e por que solicitou um conserto para ela pouco antes de terminar seu período de prisão domiciliar, que termina no dia 25.
A pistola Glock, calibre 9 milímetros, estava com o militar Estácio Leite da Silva Filho, que se apresentou como parte da segurança de Bolsonaro, embora o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) tenha negado essa informação. Estácio foi levado à delegacia e alegou que estava levando a arma para reparo. O sistema do Exército confirmou que a pistola pertence a Bolsonaro. Moraes também pediu que a PM esclareça se está realizando as revistas necessárias nos carros que saem da residência do ex-presidente. A PM informou que está fazendo as vistorias, mas os veículos do GSI não são inspecionados porque ficam estacionados em via pública.
A abordagem da blitz, segundo o policial militar Davi Evangelista Alves, teve um momento em que o motorista do veículo oficial da Presidência fechou o vidro repentinamente. Inicialmente, Estácio afirmou que a arma era institucional, mas depois reconheceu que pertencia a Bolsonaro. A PM mencionou que, além da arma registrada, uma segunda arma foi encontrada no veículo, mas o condutor não apresentou documentação para ela. O GSI afirmou que Estácio nunca trabalhou no órgão e que não é responsável pela segurança de ex-presidentes.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, após uma internação devido a uma pneumonia. Ele cumpre uma pena de 27 anos e três meses por sua participação em um esquema golpista. Para quem quiser acompanhar as sessões do STF ou obter informações sobre o caso, é possível acessar o site do tribunal ou canais de denúncia da Polícia Militar.