Na última terça-feira (2), o Senado decidiu não aceitar o pedido dos senadores Romário (PL-RJ) e Zequinha Marinho (Podemos-PA) para retirar o apoio à proposta de emenda à Constituição que permite a contratação por hora trabalhada. Essa proposta, que surgiu como uma alternativa à PEC que extingue a escala 6×1, foi apresentada pelo líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), e conta com o apoio de mais de 40 senadores. No entanto, a repercussão nas redes sociais não tem sido favorável, com muitos parlamentares expressando preocupação com a imagem da proposta.
Romário e Zequinha deixaram claro que apoiam o fim da escala 6×1 e que assinaram a PEC de Marinho apenas para garantir que o debate acontecesse. O senador Cleitinho (Republicanos-MG) também comentou que está enfrentando uma onda de fake news, afirmando que nunca votaria contra os direitos dos trabalhadores e que renunciaria à assinatura da PEC devido aos mal-entendidos. Segundo o regimento do Senado, não é possível retirar assinaturas após a publicação da proposta, o que significa que os pedidos de remoção foram negados.
Além disso, Marinho informou que acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) em busca de medidas contra o ministro Guilherme Boulos e outros cinco parlamentares, alegando que eles estão disseminando informações falsas sobre a “PEC da Liberdade”. Em seu ofício, Marinho argumentou que esses parlamentares de esquerda têm utilizado suas redes sociais para propagar desinformação, afirmando que a proposta criaria uma nova escala de trabalho e retiraria direitos trabalhistas, o que não condiz com o conteúdo da PEC.
Para quem deseja acompanhar as discussões e decisões sobre essa e outras propostas, é possível acessar as sessões do Senado online, além de canais de denúncia e contatos oficiais disponíveis no site da Casa. O próximo passo para a tramitação da PEC envolve a agenda de votação e possíveis audiências públicas, que devem ser anunciadas em breve.