Recentemente, a última pesquisa Atlas/Bloomberg foi suspensa pelo TSE, o que gerou polêmica entre os partidos. Considerada prejudicial para Flávio Bolsonaro (PL), a decisão trouxe reações na esquerda, que a classificou como censura. A direita, por sua vez, manteve uma postura mais discreta sobre o tema, evitando levantar a relação do pré-candidato à Presidência com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O deputado Pedro Uczai (PT-SC) comentou que Flávio tem enfrentado um “profundo desgaste” desde que se soube que ele solicitou dinheiro ao ex-banqueiro para financiar um filme.
Flávio Bolsonaro acionou o TSE no dia 19 de maio, pedindo a suspensão da pesquisa, e a decisão foi tomada em 8 de junho, um intervalo de 20 dias que, na prática, diminuiu o impacto da decisão. O levantamento, que indicava uma queda de seis pontos percentuais nas intenções de voto de Flávio em um possível segundo turno contra o presidente Lula, foi o primeiro divulgado após o escândalo do caso Dark Horse. O questionário da pesquisa, que ouviu 5.032 pessoas entre 13 e 18 de maio, incluiu o áudio de Flávio apresentado no final, sem que os entrevistados pudessem alterar suas respostas.
A AtlasIntel defendeu a validade científica da pesquisa, afirmando que a apresentação do áudio não influenciou as respostas. No entanto, a pré-campanha do PL criticou a estrutura do questionário, alegando que ele induzia uma percepção negativa sobre Flávio. Enquanto isso, o PT está cauteloso e, embora tenha preocupações sobre a relação do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, com o bolsonarismo, prefere não se envolver em brigas que possam prejudicar sua posição nas próximas eleições.
Para acompanhar as sessões do TSE e outras informações relevantes, os cidadãos podem acessar o site oficial do tribunal e acompanhar as publicações nas redes sociais. A agenda de votação e eventuais audiências públicas também podem ser consultadas ali. A tramitação de assuntos como esse continua sendo monitorada, e novos desdobramentos podem surgir nos próximos dias.